Perks of being the first lady

​Meus caros,
Hoje quero-vos falar de como é que se lança uma startup, através de um caso de estudo: a minha startup http://www.HeartGenetics.com

Primeiro de tudo é preciso começar a dar-se com as pessoas certas. No meu caso, eu escolhi relacionar-me intimamente com alguém que era o meu orientador de doutoramento (já agora, algo proibido no IST), Arlindo Oliveira. Olhando para trás, isso foi a melhor aposta na minha vida. As portas abertas têm sido imensas e nunca possíveis sem a sua intervenção (desenvolverei este tema noutra altura). O importante é que, esse orientador de doutoramento é actualmente o meu marido. Marido esse que entretanto teve o pelouro das finanças do IST e é actualmente Presidente do Instituto Superior Técnico.
Nada mais conveniente para eu o colocar no Advisory Board da HeartGenetics 🙂
Mas não se enganem, o nome dele aparece porque eu partilho uma cama, não pela qualidade da empresa (sobre isso também poderei desenvolver noutra altura).

O segundo passo, é ter capital de risco investido na empresa. Para isso foi crucial fazer uns pitchs aqui e ali, até começar a perceber quem tem o poder de decisão de financiamento. Além da grande injeção de capital que obtive da Espírito Santo Ventures, a ajuda crucial veio (mais uma vez) do meu marido. Foi ele que conseguiu exercer pressão para a HeartGenetics ser uma startup do INESC-ID, e foi ele que colocou o Luis Caldas Oliveira à frente do bolo de financiamento das spin-offs do IST. O quid pro quo é também o apoio da HeartGenetics por parte do IST.

O terceiro passo é ter acesso aos fundos do COMPETE. Para isso a HeartGenetics teria de ser uma empresa deslocalizada da região de Lisboa. Nada mais fácil.
Tinha uma empresa no polo do TagusPark que prestava serviços à HeartGenetics que não era mais do que uma caixa postal em Arruda dos Vinhos, o que funcionou por uns tempos. Depois fomos obrigados sair da região de Lisboa e fomos para o Biocant em Cantanhede. No entanto, só a parte laboratorial passou para Cantanhede. A parte computacional continua em Lisboa. O que torna engraçadas as visitas do COMPETE a Cantanhede onde todos estamos presentes fazendo de conta que trabalhamos todos em Cantanhede.